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  • Gustavo Loiola

Quem está fazendo: o COVID, desafios e a virada


Lidamos com crises o tempo todo, e com elas sempre encontramos desafios e oportunidades. É notável observar que grandes inovações surgiram nesses momentos, quando quase sempre é necessário se reinventar. Estamos agora vivendo uma nova crise, que nos atinge de uma forma que nunca atingiu antes: além da gravidade do coronavírus - com o acesso a tecnologias de informação e comunicação - tudo se espalha e potencializa muito rápido; É a era da globalização.

Antes das oportunidades geradas por uma crise temos que passar pelos desafios. Todos os dias somos expostos às dificuldades que os países têm em lidar com a situação do coronavírus, bem como centenas de pessoas impactadas por ela: socialmente, economicamente e com a própria vida. Os desafios são muitos e cada vez mais precisamos de união e colaboração para lidar com tudo isso de maneira sinérgica. As parcerias entre os diversos setores da sociedade são essenciais, com união entre governo, setor privado e sociedade para colhermos resultados que possam gerar o menor impacto possível.


O objetivo desse meu post é enaltecer iniciativas positivas, geradas por esses diferentes setores. O terceiro setor e o setor privado vem assumindo um papel protagonista, com soluções - muitas vezes aliadas aos seus modelos de negócio - que podem fazer a diferença na contenção e ação frente ao coronavírus. Um exemplo que tomou as notícias nesses últimos dias foram as iniciativas da AMBEV, Louis Vuitton e do Boticário em produzir e doar álcool em gel para prefeituras e hospitais de diferentes cidades. Também o caso da LATAM e da GOL que estão disponibilizando passagens para profissionais de saúde que atuam no combate ao coronavírus por todo o Brasil. 


E tem mais aqui (é só clicar):

A prefeitura de São Paulo, junto com a AMBEV, Gerdau e Einsten vão construir um centro para tratamento em tempo recorde de 40 dias;

O Uber que tem uma equipe disponível 24 horas para ajudar as autoridades de saúde pública no plano de resposta contra a epidemia;

A Avon e a Natura, que estão doando 2,8 milhões de sabonetes para comunidades carentes nas cidades do entorno das operações deles em toda América Latina;

O iFood que criou um fundo solidário no valor de R$1 milhão para dar suporte aos seus entregadores que precisarem ficar em quarentena;

Para ajudar os micro e pequenos empresários o SEBRAE criou um portal de “reação"ao COVID com dicas, cursos, capacitação e acesso a crédito.


São inúmeras as formas das empresas colaborarem, seja com doação direta para a compra de insumos e equipamentos, práticas dentro da sua rotina de trabalho e até fazendo parte de uma rede de ajuda e suporte a nível local. O Pacto Global criou um portal bem bacana com diversas iniciativas, e pode ser acessado clicando aqui.


Criadas para atender demandas sociais que não era supridas pelos governos, as ONGs no Brasil assumem um papel forte de transformação nas mais diferentes realidades. Na crise do coronavírus, pensar no coletivo se tornou essencial e a solidariedade é fator importante para que as recomendações da Organização Mundial da Saúde possam ser cumpridas de maneira adequada. A IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), o Movimento Bem Maior e a BSocial criaram o Fundo Emergencial para Saúde, com o objetivo de captar recursos para a compra de equipamentos hospitalares e de UTIs. A ONG Comunitas na última segunda-feira já tinha arrecadado R$ 23 milhões de reais para compra de respiradores para hospitais em São Paulo e agora o foco é ampliar o atendimento para mais estados.


A quantidade de pessoas que são atendidas por organizações sociais são impactadas diretamente com medidas de isolamento social. O portal Phomenta faz análises bastante interessantes sobre essa situação e de que forma as ONGs podem lidar com isso. O terceiro setor vem reagindo de diversas formas para continuar o trabalho com pessoas muitas vezes desassistidas. Por exemplo, a ONG Love Beyond Walls dos Estados Unidos cria e distribui estações de higienização de mãos para os moradores em situação de rua na cidade de Atlanta. Aqui no Brasil o G10 das Favelas (grupo de lideranças de comunidades como Paraisópolis e Rocinha), lançou um crowdfunding para fomentar o empreendedorismo local e ajudar os moradores que são os primeiros impactados devido a sua fragilidade social, representam uma população de quase 12 milhões de pessoas que vivem em favelas. Em Curitiba, a ONG Junta Mais começou com uma ação emergencial para entregar 3000 refeições e kit higienes para moradores de rua durante 15 dias.


O esforço coletivo vale a pena. Na situação atual a colaboração e a sinergia entre os setores é muito importante para lidar com os desafios da melhor forma possível e estar atento as oportunidades de mudança que irão surgir. Depois dessa pandemia, as pessoas não serão mais as mesmas, os modelos de negócio não serão mais os mesmos, as relações estarão diferentes.


Por hora o objetivo é buscar notícias positivas, que mostrem o que o ser humano pode fazer de melhor. Se você conhece iniciativas e projetos, empresariais ou não, compartilha ai!


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